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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Dia Mundial da Conscientização do Autismo: a luta por inclusão e os desafios das famílias na quarentena

A data levanta a discussão sobre o que podemos fazer, como sociedade, para trazer independência, segurança e qualidade de vida para as crianças autistas e suas famílias

Jennifer Detlinger, filha de Lucila e Paulo
02 de abril de 2020

Em 2008, o dia 2 de abril foi instituído pela ONU como Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A ideia é que as pessoas compreendam a importância de se solidarizar pela causa, porque autismo não afeta apenas a criança e sua família, mas toda a sociedade. Afinal, a inclusão vai muito além de dar acesso à educação e saúde: é preciso fazer com que a criança se sinta à vontade e verdadeiramente integrada às atividades de lazer e sociais.
Quando falamos sobre TEA (transtornos do espectro autista), muitas incertezas surgem. O diagnóstico nem sempre é claro e, assim, o tratamento também não é realizado de forma plena. O mais importante para os pais é a informação. É preciso ter em mente que a família é essencial nesse momento, tanto na busca por tratamentos, quanto no apoio emocional para a criança.
Por que o diagnóstico é tão complexo? Apesar de todos os avanços nos últimos anos, ainda há muito o que precisa ser melhorado. É o que mostra um estudo brasileiro realizado pelo Instituto de Educação e Análise do Comportamento (IEAC), com mais de 600 participantes em todo o Brasil.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que há 70 milhões de autistas em todo o mundo, sendo 2 milhões de diagnosticados só no Brasil. Esse número, porém, poderá sofrer alterações com a inserção dos autistas no Censo do IBGE 2020, que vai trazer mais esclarecimentos sobre esses dados. A pesquisa do IEAC entrevistou pais e responsáveis de crianças e adolescentes autistas e mostrou que, mesmo com o crescimento de políticas e leis em prol da inclusão e defesa dos direitos, a maior parcela de pais otimistas (64%) acredita que ainda faltam melhorias. Enquanto isso, 31% dos participantes não veem qualquer progresso, tampouco estão otimistas com o futuro.
Para identificar uma criança apresentando sinais sugestivos de riscos de autismo é preciso ficar atenta a alterações no comportamento. Mas não é porque o seu filho ficou sem te olhar uma vez que ele pode ter algum distúrbio. É importante observá-lo e consultar seu pediatra para tirar dúvidas. Se a dúvida persistir, vale consultar uma segunda opinião. Quando o pediatra detecta algum sinal fora dos considerados de normalidade no desenvolvimento dos bebês ou das crianças, ele encaminhada a família a um médico especialista. O diagnóstico de autismo e de outros quadros do espectro é clínico. São feitas entrevistas com os responsáveis e análises e testes com a criança.
Mãe morre por coronavírus e a filha de 4 anos fica cerca de 12 horas sozinha com o corpo em casa – Pais&Filhos Carla Perez publica foto com barriga de grávida e emociona seguidores – Pais&Filhos Relato de mãe: “Fui estuprada pelo meu marido horas depois de dar à luz e ele rasgou todos os pontos” – Pais&Filhos Brasileiros Não Pagam Mais TV a Cabo Graças a Esta Antena! (MaxTV com 50% de desconto!) Vida independente para idosos pode ser maravilhosa ? Veja estas casas de repouso (Senior Living| Sponsored Listings) Disfunção erétil: Veja como resolver o problema e ser novamente um homem de verdade até o final do Domingo (Homem de Aço) Para fazer o diagnóstico do autismo, a criança precisa apresentar sintomas em três áreas: dificuldade na comunicação e linguagem, na sociabilidade e no comportamento, por isso o diagnóstico é tão difícil. “Três linhas de sintomas são importantes para se observar no quadro. Primeiro, o atraso no desenvolvimento da comunicação e linguagem. Em seguida, podemos observar um padrão específico de comportamento que se caracteriza por ser repetitivo, peculiar e restrito, envolvendo desde o manejo do ambiente e situações até objetos. Por último e mais importante, o prejuízo no manejo de situações sociais e no contato com o outro”, reforça o psiquiatra da infância e adolescência, Caio Abujadi, filho de João Moysés e Evanir.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi criado para lembrar da importância de se solidarizar (Foto: Getty Images) Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais cedo também serão os processos de intervenção. Esse foi o caso de Theo, filho de Andréa Werner, autora do blog Lagarta Vira Pupa. “Theo foi um bebê totalmente normal, risonho e interativo até um aninho. Tenho vídeos dele fazendo imitações (de tosse, piscando), batendo palmas, falando “mamã” e “papá”. A partir do primeiro ano, começou a ficar mais sério, introspectivo. Não olhava quando chamávamos. Parecia surdo. Também não se interessava por outras crianças e desenvolveu uma estranha fixação por rodinhas”.
Ela procurou ajuda cedo para o filho e recebeu o diagnóstico precoce de autismo. O caso dele é classificado como autismo regressivo e representa cerca 30% dos casos diagnosticados dentro espectro do autismo. “São crianças que aparentemente são normais até 1, 2 anos de idade e, a partir daí, começa, a perder as habilidades que já tinham adquirido”, explica o neuropediatra José Salomão Schwartzman, pai de André, Flavia e Maria Luisa. “Às vezes, a mãe conta que o filho desenvolveu o autismo aos 3 anos, mas, na realidade, o autismo existe há muito tempo”. Por isso, é preciso que os pais e o pediatra observem os sinais precoces. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, as intervenções podem gerar melhores resultados.

Olhares voltados para o autismo
Em 27 de dezembro de 2012, foi sancionada a lei 12.764, que amplia os direitos das pessoas com autismo, desde os âmbitos de inclusão social aos de mercado de trabalho, e institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Em janeiro deste ano, também foi sancionada a Lei 13.977, de 2020, que cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A norma foi batizada de Lei Romeo Mion, que é filho do apresentador de televisão Marcos Mion e tem transtorno do espectro autista.
“A informação é a base e o pilar de tudo e através dela poderemos derrubar preconceitos e visões estereotipadas acerca da síndrome. No setor político, alcançamos vitórias significativas como a aprovação de leis municipais e estaduais” explica Denise Aragão, mãe de João Pedro e membro do Grupo Mundo Azul.

Juntos contra o preconceito
A desinformação e preconceito são alguns dos principais problemas enfrentados por autistas e as famílias no Brasil. De acordo com a pesquisa do Instituto de Educação e Análise do Comportamento mais da metade (55,1%) dos participantes assumiu que o filho já sofreu algum tipo de preconceito na escola, em contrapartida que 44,9% respondeu nunca ter vivenciado essa situação com o filho no ambiente de ensino. Da mesma forma, (55,1%) dos participantes disseram ter encontrado dificuldades para obter informações seguras na época que obtiveram o diagnóstico da criança.
A informação, inclusive, é a principal bandeira levantada no Mês da Conscientização sobre o Autismo, com o qual empresas, governos e instituições sem fins lucrativos no mundo todo criam campanhas para esclarecer mitos e orientar as pessoas sobre o transtorno. A associação da informação com o cumprimento das leis no Brasil é o caminho mais apontado, segundo a maioria das justificativas no estudo, para a solução dos problemas enfrentados pelas pessoas com necessidades físicas e intelectuais. Desses pais, (57%) ainda assumiram fazer parte de grupos e fóruns independentes de apoio, que, entre outras atividades, envolvem o partilhamento de informações e experiências sobre a rotina diária com os filhos autistas.

Autismo em tempos de coronavírus
Em meio à crise que a sociedade vive para o controle da disseminação do novo coronavírus, o Dia Mundial do Autismo é ainda mais importante para levar informação de inclusão e sociabilidade, como objetivo de muitas famílias para que essa data não passe em branco.
Josiane Mariano, mãe de Heitor, de 9 anos, comenta que as últimas semanas de distanciamento social estão sendo mais difíceis, mas que durante a quarentena é muito importante que os pais tenham consciência de fazer atividades com os filhos. “O meu filho é autista, e assim como todos do espectro estão habituados em uma rotina. Então, é essencial que em casa os pais tentem manter algum tipo de rotina, mas no caso, com atividades diferentes. É importante os pais se programarem com horários, por exemplo: das 8h às 10h vamos fazer atividades que vieram da escola, das 10h às 12h fazer algo prazeroso, mais livre. Além de deixar a criança um tempo sem fazer nada, um pequeno tempo na ociosidade. Existem algumas crianças que, ficando sem rotina, podem ter perdas de habilidades. E isso é natural, não é motivo, ainda mais agora, para os pais estarem desesperados com isso, em vista da situação em que estamos vivendo”, conta.
Heitor com a prima durante atividade em casa por causa do isolamento social (Foto: Arquivo Pessoal) Ela também comenta sobre a importância de aproveitar para estar perto dos filhos neste momento, e elogia a iniciativa de clínicas que disponibilizam atividades para as crianças autistas: “É nesse momento que você vai descobrir o prazer de estar junto com a sua família, de estar junto com seu filho. Acho também muito positivo que clínicas que cuidam de autistas divulguem opções de atividades, ideias. Toda a brincadeira é um ensinamento. Acho fantástico as clínicas que oferecem terapias e que nesta situação atual contam com suporte e supervisão. Acho que isso mostra a todo o momento que vamos ter que nos adaptar”.
Essa foi a iniciativa do Grupo Conduzir, clínica que tem como foco o trabalho da equipe de profissionais no atendimento a crianças, adolescentes e adultos com transtorno do neurodesenvolvimento leve, moderado ou grave, sobretudo as que se enquadram nos Transtornos do Espectro Autista (TEA). “Com as aulas suspensas e os estabelecimentos públicos, como parques e shoppings, fechados, as famílias precisam suprir o tempo vago em função da mudança de rotina e usar a criatividade para evitar muito tempo ocioso, além de, de alguma forma, manter parte das atividades pedagógicas e terapêuticas, para dar continuidade à aprendizagem das crianças. Para isso, fizemos uma listinha de possibilidades. Todos os dias em nossas redes sociais postamos algumas ideias, divididas por habilidades, além de sessões gratuitas e vídeos com conteúdo informativo”, comenta Marina Ramos Antonio, analista do comportamento aplicada ao autismo do Grupo Conduzir.
“Essa situação pode ser por um período que não temos ao certo ainda. Vamos tirar desse momento difícil coisas boas. Sabemos que não vamos estar o tempo inteiro alegres, e tudo bem, não tem problema. Mas aquele momento em que estamos bem, vamos aproveitar com qualidade, porque nossos filhos merecem e eles também não tem culpa de nada, assim como nós. E vamos ter que nos adaptar. E de uma forma que traga benefícios para todos nós, para a família como um todo”, completa Josiane.

Matéria disponível em: https://paisefilhos.uol.com.br/familia/dia-mundial-da-conscientizacao-do-autismo-a-luta-por-inclusao-e-os-desafios-das-familias-na-quarentena/.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Mural Dia dos pais 2015

Na semana de comemorações do Dia dos Pais, meus alunos, do 3° ano C, da EMEF. Professora Zulmar Deoclécia Pintor Bernardes, organizaram um mural com suas produções artísticas, representando seus pais. Um desenho mais lindo que o outro e papais orgulhosos.



sexta-feira, 15 de maio de 2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Poesia 5º ano da Escola Zulmar

Poesia feita pelos alunos do 3° ano C, em homenagem ao 5º ano da Escola Professora Zulmar Deoclécia Pintor Bernardes. O aniversário da escola é comemorado em 17/05/2015. Mas as homenagens foram realizadas hoje, dia 15/05/2015, em virtude de dia 17 ser no domingo. 



Além da poesia, os alunos fizeram uma releitura da patrona Dona Zulmar. Ficou incrível.


Patrona da Escola (Dona Zulmar) - Quadro exposto na escola. Foto: Juliandra Alencar



domingo, 8 de março de 2015

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Borboletas - Com rolo de papel

Borboletas confeccionadas com rolo de papel higiênico, EVA, tinta guache e papeis coloridos. Ideal deixar que as crianças pintem os rolinhos e colem suas asas, para levarem como lembrancinha no Dia Mundial do Meio Ambiente (05 de junho) ou no Dia Mundial dos Animais (04 de outubro).



domingo, 11 de maio de 2014

Feliz Dia das Mães 2014

O Blog Brasil pela Educação tem a honra de homenagear todas as mulheres guerreiras. Todas as mulheres que receberam o Dom de Deus e se tornaram mães. Seja as mães postiças, as mães de ventre, as mães de coração e as simplesmente Mães!!!


sábado, 12 de abril de 2014

10 videos sobre páscoa - Educação Infantil

Através de buscas pela internet, encontrei vários videos sobre a páscoa, que podem sem trabalhados na Educação Infantil. Fiz uma lista com 10, gostaria de compartilhar com vocês. O link dos vídeos é do local em que encontrei. Clique e confira.

1 - Turma da Mônica – Um conto de páscoa (Clique aqui)
2 - Coelhinhos engraçadinhos (Clique aqui)
3 - Mongo e Drongo enfrentam o Coelho da Páscoa (Clique aqui)
4 - Desenho especial de páscoa (Clique aqui) ;
5 - Snoopy – O cãozinho da páscoa (Clique aqui);
6 - Os carrinhos de páscoa (Clique aqui) ;
7 - O mistério dos ovos de páscoa (Clique aqui) ;
8 - Coelhinho da páscoa – Galinha Pintadinha (Clique aqui) ;
9 - Aventuras de páscoa – Dora Aventureira (Clique aqui) ;
10 - A história da páscoa (paixão de cristo – crianças) (Clique aqui)


Fonte: http://www.youtube.com/?gl=BR   

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Leitura e escrita de marchinhas na alfabetização inicial

Músicas populares são uma boa alternativa para trabalhar textos memorizados na alfabetização de jovens e adultos

Objetivos
- Ler e escrever textos conhecidos de memória, ajustando o oral ao escrito.
- Construir conhecimentos sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita.
- Para alunos alfabéticos, refletir sobre algumas convenções ortográficas

Conteúdo
- Leitura pelo aluno
- Escrita pelo aluno

Anos
1º e 2º anos.

Tempo estimado
Um mês.

Material necessário
- Áudio de marchinhas de carnaval diversas, como (disponíveis aqui):
A jardineira
Alalaô
Aurora
Cidade Maravilhosa
Cabeleira do Zezé
Cachaça não é água
Me dá um Dinheiro aí!
Ó abre alas

- Cópias das letras das músicas que serão trabalhadas

Introdução
Os textos que os alunos sabem de memória são materiais riquíssimos para se trabalhar na alfabetização inicial. Eles devem ser utilizados em situações didáticas em que os estudantes são desafiados a ler e a escrever por si próprios. Como já sabem o texto de cor, não precisam se preocupar com o conteúdo. Assim, podem focar sua reflexão apenas no como ler, ajustando o que fala com o que está escrito, e no como escrever, pensando em quais letras usar e em qual ordem.
Na Educação Infantil e nas séries iniciais do ensino regular, as parlendas e as cantigas de roda são amplamente utilizadas nessas atividades. Já na Educação de Jovens e Adultos, é preciso tomar sempre o cuidado de não infantilizar o trabalho. Nesse sentido, as músicas populares e os poemas são alternativas para trabalhar a leitura e a escrita de textos que se sabe de memória com o público mais velho. Nesta sequência didática, serão focadas algumas possibilidades didáticas com as marchinhas de carnaval.

Desenvolvimento
1ª etapa
Pergunte aos alunos que marchinhas de carnaval eles conhecem e peça para que cantem. Selecione algumas letras para escrever em cartazes e organize momentos para cantar cada uma delas. Antes de passar para as demais etapas, tenha certeza de que os alunos memorizaram as músicas escolhidas. Leve as canções para os alunos escutarem, os vídeos com as marchinhas usadas neste plano de aula podem ser encontrados aqui.

2ª etapa
Escolha uma marchinha para trabalhar por dia. Organize a turma em duplas, agrupando alunos com hipóteses próximas de escrita. Distribua uma cópia em letra maíúscula de forma para cada dupla e peça para que descubram qual das músicas já trabalhadas é aquela, justificando como chegaram à resposta. Em seguida, solicite que cantem a marchinha, acompanhando a leitura com o dedo. Circule pela sala, perguntando para cada dupla onde está escrita determinada palavra. Isso fará com os alunos busquem ajustar o oral ao escrito e considerem índices gráficos conhecidos (como letras iniciais e finais, por exemplo) até encontrar a palavra certa.

3ª etapa
Continue trabalhando com a marchinha da etapa anterior. Distribua para as duplas a letra da música recortada em versos (para os pré-silábicos e silábicos com ou sem valor sonoro convencional) ou em letras (para os silábicos-alfabéticos e alfabéticos), ajustando os desafios da atividade às possibilidades dos alunos. Para os mais avançados, peça que escrevam a marchinha com o lápis, também em duplas.
Repita as atividades da 2ª e da 3ª etapa com as letras das demais marchinhas selecionadas.

4ª etapa
Distribua para cada dupla cópias de trechos de algumas marchinhas trabalhadas, sem o título para que tenham de fazer a leitura a fim de identificá-los. Para decidir que textos entregar a cada dupla, considere as características quantitativas (quatidade e extensão dos versos) e qualitativas (palavras ou letras) das marchinhas. Quanto mais parecidas as letras, maior será a dificuldade da tarefa.
Observe, por exemplo, o conjunto abaixo. A tarefa dos aluno é localizar a marchinha "Ó abre alas":

Texto I
OH! JARDINEIRA PORQUE ESTÁS TÃO TRISTE?
MAS O QUE FOI QUE TE ACONTECEU?
FOI A CAMÉLIA QUE CAIU DO GALHO,
DEU DOIS SUSPIROS E DEPOIS MORREU.

Texto II
OLHA A CABELEIRA DO ZEZÉ
SERÁ QUE ELE É?
SERÁ QUE ELE É?

Texto III
Ó ABRE ALAS
QUE EU QUERO PASSAR
Ó ABRE ALAS
QUE EU QUERO PASSAR

É possível entregar às duplas os textos I, II e III; ou os textos II e III, ou ainda os textos I e III. Cada conjunto apresenta um grau de dificuldade diferente, considerando as semelhanças entre os trechos. Às duplas que identificarem "Ó abre alas" é possível pedir que descubram quais são as outras duas marchinhas, oferecendo pistas quando necessário. Garanta que todos justifiquem suas respostas levando em conta as marcas gráficas do texto.

5ª etapa
Escolha apenas um trecho de uma das marchinhas trabalhadas e reproduza, em uma mesma folha, a letra correta junto com outras duas versões erradas, como no exemplo abaixo:
VOCÊ PENSA QUE CERVEJA É ÁGUA?
CERVEJA NÃO É ÁGUA NÃO
CERVEJA VEM DO ALAMBIQUE
E ÁGUA VEM DO LAGO

VOCÊ PENSA QUE CACHAÇA É ÁGUA?
CACHAÇA NÃO É ÁGUA NÃO
CACHAÇA VEM DO ALAMBIQUE
E ÁGUA VEM DO RIBEIRÃO

VOCÊ PENSA QUE CACHAÇA É SUCO?
CACHAÇA NÃO É SUCO NÃO
CACHAÇA VEM DO ALAMBIQUE
E SUCO VEM DO RIBEIRÃO

Os alunos precisam encontrar a versão correta e justificar porque as outras duas são erradas. Nessa atividade, assim como na anterior, é possível deixar mais ou menos explícitas as diferenças entre as versões erradas e a versão correta da marchinha, criando problemas diferentes para duplas que estejam em estágios diferentes no processo de alfabetização.

Avaliação
Observe os progressos dos alunos em relação à construção do sistema de escrita.
- Eles conseguiram trabalhar bem em duplas, ajudando-se mutuamente?
- Realizaram as tarefas de leitura, arriscando-se a antecipar o que estava escrito e verificando as antecipações, considerando as marcas gráficas e os índices quantitativos e qualitativos?
- Realizaram as tarefas de escrita, refletindo sobre que letras utilizam e em que ordem, e as características do sistema alfabético?

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/leitura-escrita-marchinhas-alfabetizacao-inicial-674606.shtml

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dia do Saci

Quem é o saci
O Saci-Pererê é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro. Possuí até um dia em sua homenagem: 31 de outubro. Provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (possivelmente no final do século XVIII). Nesta época, era representado por um menino indígena de cor morena e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta.
Porém, ao migrar para o norte do país, o mito e o personagem sofreram modificações ao receberem influências da cultura africana. O Saci transformou-se num jovem negro com apenas uma perna, pois, de acordo com o mito, havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana. Até os dias atuais ele é representado desta forma.
O comportamento é a marca registrada deste personagem folclórico. Muito divertido e brincalhão, o saci passa todo tempo aprontando travessuras na matas e nas casas. Assusta viajantes, esconde objetos domésticos, emite ruídos, assusta cavalos e bois no pasto etc. Apesar das brincadeiras, não pratica atitudes com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal.
Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e para captura-lo é necessário jogar uma peneira sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer seu “proprietário”.
Mas, de acordo com o mito, o saci não é voltado apenas para brincadeiras. Ele é um importante conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras.
A crença neste personagem ainda é muito forte na região interior do Brasil. Em volta das fogueiras, os mais velhos contam suas experiências com o saci aos mais novos. Através da cultura oral, o mito vai se perpetuando. Porém, o personagem chegou aos grandes centros urbanos através da literatura, da televisão e das histórias em quadrinhos.
Quem primeiro retratou o personagem, de forma brilhante na literatura infantil, foi o escritor Monteiro Lobato. Nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o saci aparece constantemente. Ele vive aprontando com os personagens do sítio. A lenda se espalhou por todo o Brasil quando as histórias de Monteiro Lobato ganharam as telas da televisão, transformando-se em seriado, transmitido no começo da década de 1950. O saci também aparece em várias momentos das histórias em quadrinhos do personagem Chico Bento, de Maurício de Souza.

Dia do Saci
Com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween no Brasil, foi criado em caráter nacional, em 2005, o Dia do Saci ( 31 de outubro). Uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuíndo a influência do cultura norte-americana em nosso país.

Curiosidade:
- O Saci-Pererê é o mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre.

Fonte: http://www.suapesquisa.com

Dia das Bruxas - Halloween


Pedreira/SP 117 anos

Fundação de Pedreira
Edição Juliandra Alencar


Pedreira nasce do sonho de um homem. Um dia, o Cel. João Pedro de Godoy Moreira acordou determinado a transformar a sua fazenda em uma cidade e arregaçou as mangas: loteou os terrenos, fez arruamentos, doou terrenos para a construção da Capela de Sant’Ana, localizada no largo da antiga Estação da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, da Delegacia e da Cadeia, localizadas na Praça Cel. João Pedro, o hospital para o isolamento de doentes de moléstias contagiosas, conhecido como “Hospital de Isolamento” ou “Lazareto”, o cemitério, a escola. Fez demandas à Comarca de Amparo para a elevação da vila em Município. Encontrou resistências; não desistiu, pelo contrário, insistiu até obter o que queria. Foi a São Paulo, também enfrentou a burocracia. Elevou a vila à Capela Curada, depois à cidade.Fez festa, comemorou e o Bairro dos Pedros transformou-se em Santana de Pedreira, mais tarde, Pedreira.
A Fazenda Grande como era chamada foi dividida na partilha de bens de seu pai, o Tenente Cel. João Pedro de Godoy Moreira em 1864, cabendo a seu filho, João Batista de Godoy Moreira a área conhecida como Fazenda Triunfo, onde até abril de 2007, encontrava-se a casa que pertenceu ao fundador de Pedreira. Após a partilha dos bens, João Batista foi adquirindo as terras que foram herdadas pelos seus irmãos e passou a ser o dono do terreno onde hoje se encontra a praça que tem seu nome e que foi o núcleo originário da cidade.
Após a morte de seu pai, João Batista assume o seu lugar na família e na política local, adotando também o nome de seu pai, Cel. João Pedro de Godoy Moreira e torna-se um dos mais prestigiosos chefes políticos de Amparo. Foi fazendeiro, industrial, negociante, banqueiro e construiu um patrimônio considerável.
Mas também foi várias vezes vereador, Juiz de Paz, Subdelegado. Era maçon, fundando a Maçonaria em Pedreira. Lutou pela estrada de ferro passar em Pedreira e pela emancipação da cidade que ele ajudou a construir.
Descendia de uma família quatrocentona, que se iniciou com a vinda do primeiro patriarca na expedição de Martin Afonso de Souza. Esta família fez parte da história de São Paulo, Mogi das Cruzes, Atibaia e Amparo, onde seu avô já se encontrava instalado como fazendeiro em 1801. Descende, assim, de bandeirantes, fundadores de cidades em São Paulo, Minas e Goiás. Talvez estivesse em seu sangue o empreendedorismo que tanto o caracterizou em vida. Casou-se em primeiras núpcias com Francisca Eugênia Alves Moreira e em segundas núpcias com Virgília Silveira de Arruda, sua sobrinha.
Na atual Praça Cel. João Pedro localizava-se a sede da Fazenda Grande da qual fazia parte a casa conhecida como “Casa do Coronel”, como se pode verificar pelas fotos da antiga rua da estação no início do século XX. A propriedade ocupava quase todo o lado esquerdo da antiga rua, que a estrada de ferro cortava ao meio. Esta região, denominada Fazenda Sant’Ana, havia sido herdada por Joaquim Pedro de Godoy Moreira no inventário de Anna Franco da Cunha. Ao morrer herda a propriedade seu único filho, José Pedro de Arruda de Godoy Moreira, esposo de Virgília Silveira de Arruda de Godoy Moreira, sobrinha e segunda esposa do Cel. João Pedro de Godoy Moreira.
Em 13 de dezembro de 1887, o Cel. João Pedro de Godoy Moreira compra esta propriedade da viúva Maria Luiza de Arruda e de seu sobrinho por 16 contos de réis. De posse deste terreno, mais uma área de 29 hectares e quatro ares, que possuía e que fazia limites com a fazenda comprada, resolve lotear e arruar estas terras e dar início à cidade de Pedreira, que por seu esforço pessoal torna-se Distrito Policial em 1890, Capela Curada em junho de 1892, Distrito de Paz e Freguesia em 22 de dezembro de 1890 e Município em 31 de outubro de 1896.
Nesta época, Pedreira já estava povoada pelos imigrantes italianos que haviam vindo para trabalhar na lavoura do café. Mas muitos deles já eram proprietários de estabelecimentos comerciais e industriais que deram a configuração ao município de uma cidade industrial e moderna, vindo a destacar na industrialização a produção de porcelana que teve seu início em 1914, com a instalação da Fábrica de Louças Santa Rita, dos irmãos Ângelo e Antonio Rizzi, além da Cerâmica Santana em 1941 e a Nadir Figueiredo em 1943, que sobressaem entre as primeiras indústrias do gênero, vindo a seguir dezenas de outras que configuraram o parque industrial da cidade.
O traçado e a extensão da cidade podem ser visto no mapa que está anexo ao inventário do Tenente Cel. João Pedro de Godoy Moreira, pai do fundador da cidade e que está exposto no Museu Histórico e da Porcelana de Pedreira, na Sala da Fundação de Pedreira. Por ele pode-se ter uma noção da extensão e dos limites do povoado na sua origem.
No início da cidade, Pedreira tinha poucas ruas e casas. Em 1889, a cidade contava com 70 habitações. Mas era um povoado bastante dinâmico, possuindo padarias, açougues, ferrarias, casa de negócios para fazendas, gêneros da terra e estrangeiros, ferragens, calçados, armarinhos, etc. Possuía também um hotel, chamado Hotel Galli, com restaurante e que servia de local para a sociedade promover festas e encontros aos domingos.
Em 1889, a cidade sofre uma ampliação de seus limites geográficos e do traçado original da cidade, algumas ruas desapareceram, outras surgiram, muitas mudaram de nome.
Assim, em 2011, 115 anos após a emancipação do município, Pedreira conta com mais de 47 bairros e uma população de mais de 41 mil habitantes.

Texto de: Adílson Spagiari
Fonte: Museu Histórico e da Porcelana de Pedreira

Por que Pedreira?
Apesar das muitas pedras desta região, principalmente dentro do Rio Jaguari para onde a multimilenar erosão as carreou, o topônimo PEDREIRA tem outra origem, não das pedras, mas dos muitos PEDRO existente na família do fundador da cidade, o Cel. João Pedro de Godoy Moreira, que teve como irmãos, Antonio PEDRO, José PEDRO, Joaquim PEDRO e Bento PEDRO, e seu pai que também se chamava João PEDRO de Godoy Moreira.
Daí então o lugar se denominar inicialmente de “Sertão do Jaguary”, anos após, “Bairro do Cascalho”, em seguida, “Bairro dos Pedros”, “Estação Pedreira”, quando da construção da Estação Mogiana de Estradas de Ferro em 1875. Em 1890 é elevada à categoria de “Freguesia de Pedreira” e finalmente PEDREIRA, quando foi emancipada em 31 de outubro de 1896, através da Lei n.º450 sancionada pelo Presidente do Estado de São Paulo, Dr. Manoel Ferraz de Campos Salles que elevou o Distrito de Paz de Pedreira a Município pertencente à Comarca de Amparo.

Dados Gerais
A População Total do Município é de 41.549 de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2010). Sua Área é de 110 km² representando 0.0442% do Estado, 0.0119% da Região e 0.0013% de todo o território brasileiro. Seu Índce de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0.81 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2010)

Área Territorial: 110 km²
Fonte: IBGE
Ano de Instalação: 1896
Microrregião: Campinas
Mesorregião: Pedreira
Altitude da Sede: 590 m
Distância à Capital: 137 Km
Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD
Sº : 22º44'33,1"
W : 46º54'43,4"

Para saber mais, clique nos Links abaixo:
* Hino
* Canção do Centenário

Fonte: http://www.pedreira.sp.gov.br

Hino de Pedreira /SP

HINO DE PEDREIRA
Letra e música de Flávio Eduardo M. Ribeiro

O meu berço é um vale verdejante
de beleza natural que Deus criou
e essa terra tão cercado de horizontes,
foi chamada de Pedreira, linda flor!

A paisagem da cidade é brilhante
nas montanhas tanto verde a sorrir.
Sua Bandeira te revela radiante
tremulando sobre o Rio Jaguari.

O teu povo é símbolo de luta,
operários que trabalham com amor!
Ès a glória no passado e no presente
que o Cristo lá do morro abençoou!

Pulsa forte todo peito que te ama
pra teu povo não existe desafio,
de tão rica, tão amiga e tão formosa,
és a “Flor da Porcelana” do Brasil!

Nosso Bosque tem aroma perfumado,
onde voam passarinhos a cantar
e esse céu tão bonito e estrelado,
é poema numa noite de luar.

Quantos Pedro na história pedreirenses,
construíram o orgulho desse chão.
Oh! Pedreira és a louça sorridente,
que São Paulo viu crescer no coração!


Fonte: http://www.pedreira.sp.gov.br

Canção do Centenário (Pedreira /SP)

CANÇÃO DO CENTENÁRIO (1896 – 1996)
Letra e música de Cláudio L. Cassiani

O dia cede às formas pra escuridão
a cor da paisagem é minha visão.
Aves de passagem, ficarão
Jaguari, seu habitat, o meu coração.
Árvores no Bosque, crescerão
o cheiro deste mato é o meu pulmão!
PEDREIRA...
Caiu aqui um pedacinho do céu
O riso de um menino no desenho de um sol
Flor de laranjeira, flor de Jamelão,
flor de porcelana, flores para paixão
Muitos Joões e Pedros, procissões a pé,
uma canção, um hino, é a sua fé.
As pedras na montanha me derrubarão,
os braços deste Cristo me erguerão.
PEDREIRA...
Mãos que fazem arte
Mãos que os calos ardem
Nascem grandes amigos, aqui neste
belo lugar!



Fonte: http://www.pedreira.sp.gov.br

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dia do Educador

Você pode esquecer a escola, os primeiros amigos, as matérias, mas jamais um professor que fez diferença em sua vida.
Ser educador é uma arte, pois trás estimulo e inspiração.
Desejo a todos os educadores: Saúde e sabedoria, mais reconhecimento em seu trabalho, pois merecem respeito e carinho.
Como disse Luis Alves: "Educar é um dom concebido aqueles que antes de tudo aprenderam a se doar. O magistério é uma eterna doação de amor, de conhecimento e de experiência de vida...".

Feliz Dia do Educador, a todos aqueles que fazem a diferença na vida de alguém.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Descobrimento do Brasil

A chegada dos portugueses ao Brasil
O Descobrimento do Brasil ocorreu no dia 22 de abril de 1500. Nesta data 13 caravelas da esquadra portuguesa, comandada por Pedro Álvares Cabral, chegou ao litoral sul do atual estado da Bahia. Era um local que havia um monte, que foi batizado de Monte Pascoal. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 24 de abril, dois dias após a chegada, ocorreu o primeiro contato entre os indígenas brasileiros que habitavam a região e os portugueses. De acordo com os relatos da Carta de Pero Vaz de Caminha foi um encontro pacífico e de estranhamento, em função da grande diferença cultural entre estes dois povos. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.
Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil.
A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha.
Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas.
Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.

Primeiros contatos com os indígenas
Cabral recebeu alguns índios em sua caravela. Logo de cara, os índios apontaram para objetos de prata e ouro. Este fato fez com que os portugueses pesassem que houvesse estes metais preciosos no Brasil. Neste contato os portugueses ofereceram água aos índios que tomaram e cuspiram, pois era água velha com gosto muito diferente da água pura e fresca que os índios tomaram. Os índios também não quiseram vinho e comida oferecidos pelos portugueses.
Neste contato, que foi um verdadeiro “choque de culturas”, houve estranhamento de ambos os lados. Os portugueses estranharam muito o fato dos índios andarem nus, enquanto os indígenas também estranharam as vestimentas, barbas e as caravelas dos portugueses. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil, rezada pelo Frei Henrique de Coimbra. Após a missa, a esquadra rumou em direção as Índias, em busca das especiarias. Como acreditavam que a terra descoberta se tratava de uma ilha, a nomearam de Ilha de Vera Cruz (primeiro nome do Brasil).

Polêmica: Descobrimento ou chegada?
Quando usamos o termo “Descobrimento do Brasil” parece que nossa terra não era habitada e os portugueses foram os primeiros a encontra-la. Desta forma, desconsideramos a presença de mais de cinco milhões de indígenas, divididos em várias nações, que já habitavam o Brasil muito tempo antes da chegada dos portugueses.
Portanto, muitos historiadores preferem falar em “Chegada dos Portugueses ao Brasil”. Desta forma é valorizada a presença dos nativos brasileiros no território. Diante deste contexto, podemos afirmar que os portugueses descobriram o Brasil para os europeus.

Principal fonte histórica
A principal fonte histórica sobre o Descobrimento do Brasil é um documento redigido por Pero Vaz de Caminha, o escrivão da esquadra de Cabral. A "Carta de Pero Vaz de Caminha" a D. Manuel I, rei de Portugal, conta com detalhes aspectos da viagem, a chegada ao litoral brasileiro, os índios que habitavam na região e os primeiros contatos entre os portugueses e os nativos.

Curiosidade:
- A esquadra de Cabral contou com aproximadamente 1400 homens. Eram marinheiros (maioria), técnicos em navegação, escrivão, cozinheiros, padre, ajudantes entre outros.

Fonte: http://www.suapesquisa.com e http://www.historiadobrasil.net