terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Jogos ensinam crianças a lidar com dinheiro; especialistas apontam prós e contras

A educação financeira das crianças é tratada de maneira lúdica numa série de jogos de tabuleiro disponíveis nas lojas de brinquedos.
Nesses jogos, as crianças precisam pesquisar preços ou juntar dinheiro para a compra de um produto, por exemplo.
No "Jogo da Mesada", da Estrela, a criança recebe uma mesada e precisa administrar gastos, como a compra de um álbum de figurinhas, e eventuais empréstimos.
O conceito principal do "Comprando Certo com a Turma da Mônica", da Grow, é o consumo consciente. Munidas de uma sacola e de um pouco de dinheiro, a criança precisa escolher o momento certo para fazer as compras em um shopping center, porque os preços dos produtos variam de um momento para o outro.

Brinquedos ganham cartões de crédito e débito
"Administrando o seu dinheiro" (Pais e Filhos) e "Jogo da Bolsa" (Oficina da Inovação) são outros brinquedos voltados para crianças que de alguma forma tratam do tema.
Nesses dois casos, elas precisam lidar com conceitos mais elaborados, como a administração do orçamento e a compra de ações no mercado financeiro.
Além dos jogos assumidamente voltados à educação financeira, outros brinquedos são baseados no uso do dinheiro, como os clássicos "Jogo da Vida" e "Banco Imobiliário" (ambos da Estrela) e "Monopoly" (Hasbro).
Campeões de venda no país, eles ganharam diversas versões nos últimos anos --a tendência mais recente é inserir máquinas que simulam o uso de cartões de crédito e débito.

Brincadeira deve ser acompanha pelos pais, diz educador
Autor de livros de finanças pessoais voltadas ao público infantil, Álvaro Modernell diz que os brinquedos podem ser aliados na educação financeira das crianças.
"Eles podem ser excelentes instrumentos de educação financeira, mas simplesmente comprar o jogo e dar ao filho não adianta. Os pais devem jogar com as crianças de vez em quando para tirar as dúvidas delas", diz.
Para a educadora financeira Cássia D’Aquino, os jogos são apenas elementos de diversão, e não cumprem o papel de ensinar, de fato, as crianças. "A educação financeira é um processo que dura 20 anos, não acontece numa rodada de jogo no fim de semana", diz.
Ela afirma, ainda, que alguns jogos podem acabar estimulando hábitos pouco saudáveis, como o uso precoce do cartão de crédito.


Fonte: http://economia.uol.com.br/

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